sexta-feira, 2 de maio de 2008

l´amore di un prigionero

eis o momento
sinto-o, relembro-me
em águas passadas
tempestivas

o lumiar da minha voz
fica-se por lezírias imaculadas
resplandecem argumentos eloquentes
para que nao te desgragmentes

leve toque aprisionado
o infinito desmedido, e maltratado
clama por ti por quem suspiro
o destino assim o quis, eu sei

és tu quem me apazigua
petrifica,
brilham os meus olhos
te vejo bela, ternurenta, minha…

minha e só minha pois
dois corpos arrastados por sentidos
fúteis ,dispostos como encaixe
é tão belo, real, e irreal de igual!!!!

destino que nos una ou separe,
mas que não nos tire as lembranças
dos olhares, das carícias, dos beijos…
somente a distância e o tempo que nos separa

sou eu, és tu, somos nós,
uma entrega desmantelada e inóspita
livres e seguros de que tudo se resume
a significados livres de coisas alegres

o amor, esse pregador de angústias
faz-me acreditar ,
que algures,
e somente algures...

tao puro, pecador e banal
ele suga-me o ar que respiro
cega-me, deixa-me cativo...
completa-me.

assim, o sou, e me encanto
percorrendo o meu caminho
qual o destino de cada ser
ser poeta é ser livre, ser sonhador

Sem comentários: